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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

RESUMÃO: CONTO POR CONTO #2

VisualizarTítulo: "Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal & Outras Histórias"
Título Original: Ein Hungerkünstler - Vier Geschichten
Autor: Franz Kafka (República Tcheca)  
Ano de Publicação: 1919-1924
Ano de Publicação no Brasil: 2009
Quando foi lido: 06/08/2013 - 21/08/2013
Editora: L&PM POCKET
Tradução: Guilherme da Silva Braga
Arte da Capa: Ivan Pinheiro Machado
Número de Páginas: 124



  


VEJA TODAS AS 5 RESENHAS DESSAS HISTÓRIAS DE KAFKA! 




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CONTO POR CONTO #2: "Na Colônia Penal" (Franz Kafka)

http://www.lpm-editores.com.br/v3/Imagens/um_artista_da_fome.jpgComo quinta e última história desse curto CONTO POR CONTO #2, temos uma história bem conhecida do nosso escritor tcheco favorito, Franz Kafka. 


Ela se chama "Na Colônia Penal", mas é bem provável que você já sabia disso por causa do título; mesmo assim, sigamos com o protocolo...


Ela é a história mais antiguinha dessa coletânea, tendo sido escrita em 1919. Da mesma forma, pelo o que eu entendi, ela também é a história que se passa em um momento mais antigo; pelas minhas chulas deduções, no máximo no final do século XIX.


Isso é meio óbvio, uma vez que consideramos que os personagens falam francês e tudo ocorre em... bem, em uma colônia penal, oras...


Mas, você me pergunta (ou não): "Afinal, que diabos é uma colônia penal??"  


Para você, leitor sem tal informação, uma colônia penal era um território pertencente a algum império colonial onde eram exilados criminosos; lá, eles deveriam se submeter a trabalhos forçados e eram praticamente servos dos capitães, oficiais e comandantes que administravam o local. 


Nesse cenário, conhecemos nosso protagonista, um explorador convidado a visitar a colônia e presenciar a execução de um dos prisioneiros de lá. A execução será administrada por um oficial e pela terrível máquina que faz todo o "trabalho".


Acontece que o explorador na verdade estava lá para dar sua opinião ao novo comandante da colônia sobre esse tipo de punição macabra. De fato, o único que ainda acreditava naquele método era o próprio oficial já citado.


Obviamente, o explorador fica chocado com tamanha selvageria daquele processo; o mais absurdo, entretanto, era o seguinte: os acusados dos crimes nunca tinham direito à defesa, ou seja, sem contra-argumentos ou segundas versões. O sujeito era simplesmente encaminhado à morte lenta e dolorosa.


A história, então, gira em torno dessa situação, onde o explorador tenta entender os motivos insanos que fazem o oficial achar aquilo tudo correto e justo. 

Tudo encaminha-se, enfim, para um desfecho que começa "poeticamente perturbador" e termina de forma grotesca... 


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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhc4H77BzIMseBEjbz0QZ-gQ0PhIVYTzOGanRoSmbL7fqNthJE5q3oR7UwakxsuKRySQzyGDeJZSUhNM7mOj0a081CpjeLt3xyOi5jA-4zDkXJB9f_RaNnV05EkRdxTDarDNHk3ftDnXo-X/s320/in+the+penal+colony.jpg
In der Strafkolonie (1919)
Na minha visão, o conto é, em sua grande parte, uma crítica descarada à justiça cega apenas de um olho que era aplicada frequentemente nesses locais, levando os internos a uma desgraça infinitamente maior que aquela que já viviam. 

Em parte menor, é uma crítica também ao apego cego e desenfreado que algumas pessoas têm quanto aos modos antigos e ultrapassados de se resolverem as situações. Isso fica evidente na figura do oficial, que é o único que ainda tem coragem de apoiar aquilo tudo. 

Também podemos ver talvez uma crítica referente à modernidade, que usa as máquinas para resolver seus maiores problemas, como uma espécie de divindade.


Bom, eu realmente gostei bastante. Consideravelmente mais dinâmico que as outras histórias de Kafka. 

Foi o melhor conto do livro e um ótimo jeito de fechar a sua leitura. Ainda, o fato do horror pairar por toda história e "explodir" no final deu um toque interessante ;)







NOTA: 9,5 / 10







LIVRO: 
"Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal e Outras Histórias", escrito por Franz Kafka. L&PM POCKET. Tradução: Guilherme da Silva Braga. 

domingo, 18 de agosto de 2013

CONTO POR CONTO #2: "Josefine, a Cantora ou O Povo dos Ratos" (Franz Kafka)

http://www.lpm-editores.com.br/v3/Imagens/um_artista_da_fome.jpgEstá se tornando cada vez mais evidente para mim que "Um Artista da Fome..." trata, em sua maioria, do papel do próprio artista e dos outros à sua volta que avaliam sua arte e julgam seus atos quanto produtor dela.


"Josefine, a Cantora ou O Povo dos Ratos" trata de uma sociedade onde todos são praticamente iguais, com vidas baseadas no trabalho, infâncias encurtadas e adultez extremamente prolongada. De fato, seria algo bem "cinza", por assim dizer.


Josefine é uma integrante dessa sociedade e canta para todos dali; seu canto, na verdade, é algo muito mais próximo ao assobio do que frases líricas. Além disso, a qualidade de sua voz/assobio ainda assim é questionável.


Ninguém parece acreditar que ela realmente tenha qualidades musicais excepcionais. Mas isso seria exatamente a noção do "povo dos ratos", certo? Todos iguais. 


A voz dela parece não diferir muito das vozes do restante da população. Mesmo assim, todos param tudo que estão fazendo e apreciam todo o mini-concerto que Josefine executa. 


O problema é que Josefine, com o tempo, começa a "se eleger" como um indivíduo mais importante do que os outros da sociedade. Ela faz exigências, querendo receber, sem pagar nada, recursos para sua sobrevivência. Entretanto, o povo dos ratos não aceita isso. Eles entendem a presença de Josefine no cotidiano de todos, mas isso não os faz pensar que ela tenha mais valor a ponto de ser inteiramente sustentada.


Com esse esboço, Kafka desenvolve toda uma história acerca da carreira da cantora e como seu público, seu povo, lidou com a sua soberba.


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Achei interessante a ideia da história. A ideia me remeteu diretamente ao "Primeira Dor" - no qual o artista é superestimado - e a "Um Artista da Fome" - no qual o artista é subestimado.

Entretanto, "Josefine" não é sobre um artista superestimado ou subestimado. 


http://www.emptymirrorbooks.com/mcclure/mmbiblio/josephine.jpg
Peça baseada na história
A cantora na história serve como uma válvula de escape para o povo; eles conseguem isolar-se um pouco de suas obrigações através do canto/assobio de Josefine. Ao mesmo tempo, eles consideravam-na apenas como mais uma parte de um todo e não como uma líder ou salvadora. 

Por isso a recusa em suprir todas as suas necessidades: ela não era melhor que ninguém ali e eles poderiam viver sem sua arte; eles arranjariam um jeito. 


Seria, como li em outros lugares, um sistema "comunista" de ser, onde o artista não seria superior ao seu público e sim igual. (tanto que, como já disse, Josefine não parecia ter uma voz diferente das demais)


O problema é que a narrativa é realmente prolixa, com todas suas descrições da sociedade e os diversos devaneios com coisas menores e nem tão importantes, assim... chega a cansar bastante em certos pontos...

Mas antes da nota, uma observação curiosa e um pouco triste: 

Essa foi a última história escrita por Kafka. Por ironia (ou não), a personagem principal da história é uma cantora e, na época, ele já estava completamente sem voz por causa da tuberculose que acabou matando-o... :/







 NOTA: 7,5 / 10







LIVRO: 
"Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal e Outras Histórias", escrito por Franz Kafka. L&PM POCKET. Tradução: Guilherme da Silva Braga.   

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

5 Histórias com Alegorias


Vou dar uma de professor de português e perguntar:

"Você sabe o que é uma alegoria?"
[E não, dessa vez não estou falando de carnaval...]

De acordo com o Dicionário Aurélio, alegoria é a "expressão de uma ideia através de uma imagem, um quadro, um ser vivo etc"; mas, o mais importante nesse caso: "obra literária ou artística que utiliza esta forma de expressão".

Ou seja, uma alegoria seria aquilo que representa uma coisa para dar a ideia de outra. Isso pode acontecer, na Literatura, através de personagens, enredos, situações, etc...

Assim, de forma extremamente simplista uma alegoria seria uma "metáfora longa e continuada", podendo abranger a narrativa inteira.

Enfim, depois dessa introdução didática e edificante (ou não), vou apresentar-lhes a quatro histórias curtas (contos) que eu, particularmente, acho interessantes e que possuem alguma alegoria como parte importante do enredo!

Então, vamos lá... ;) 


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

CONTO POR CONTO #2: "Um Artista da Fome" (Franz Kafka)

http://www.lpm-editores.com.br/v3/Imagens/um_artista_da_fome.jpgDo início do século XVII até o final do século XIX existia um tipo peculiar de artista; inclusive, eram artistas realmente admirados pelo público que, por sua vez, movimentava-se e pagava entusiasticamente pelo "espetáculo".


Os artistas em questão faziam nada mais, nada menos que ficarem períodos enormes de tempo sem ingerir um único tipo de alimento; nem uma grama de pão, fatia de queijo ou casca de maçã. Nada. Absolutamente nada.


Dessa forma, Kafka buscou para essa história um protagonista desse tipo. O "artista da fome" em questão, no entanto, era um fanático, um ser que tornou-se aficionado por sua arte; o jejum, para ele, tornara-se parte predominante de seu desejo e era aquilo que ele queria aperfeiçoar cada vez mais para atingir a "satisfação".


O problema é que na época de sua atuação, as pessoas não estavam tão interessadas assim; a "moda" já estava enfraquecendo. Por isso, o empresário do protagonista institui que o espetáculo durará "apenas" 40 dias em cada cidade, uma vez que, depois desse "curto" período, o público local começava a se acostumar e a ignorar a situação toda.


Isso frustrava fortemente o artista, que sabia que seu jejum poderia durar muito mais; ao mesmo tempo, sentia-se humilhado por ter que ceder à inimiga da sua arte (a fome).


O tempo passa, ele muda de cidade para cidade, de 40 em 40 dias...


http://www.kafka.org/picture/Hungerkunstler.jpg
Ein Hungerkünstler (1922)
Obviamente, chega o dia em que o espetáculo torna-se banalizado e insustentável, já que o público não paga mais para ver aquilo. Assim, o artista da fome busca um novo lugar onde poderia ser melhor apreciado. Ele acaba conseguindo espaço em um circo. 


Mesmo assim, ninguém dá mais bola para o jejum; nem mesmo os administradores do circo preocupavam-se com ele. O artista verá que, apesar de ter condições de levar além a sua arte e sentir-se realizado, ele necessita, de certa forma, do seu público...


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Gostei do conto. O artista da fome me pareceu (e descobri que muitas pessoas também pensam assim) uma alegoria para o artista que nunca é compreendido inteiramente pelo público. Por isso, ele deve castrar a sua arte até esta transformar-se em algo palpável para a maioria; no caso, os dias de jejum tinham que ser reduzidos para que não cansasse as pessoas.


A sua luta contra a fome era o que o artista buscava aperfeiçoar, mas essa arte, quando completa, era banalizada e ignorada pela sociedade, pois era apenas uma "moda" da época. Da mesma forma, diversos escritores, pintores, atores e et cetera têm o seu trabalho podado pelo restante do mundo, por causa das nuances e regras do mercado, da moda e do show business.


Foi assim que eu vi tudo isso e talvez eu tenha viajado bastante, mas faz parte. 

Enfim, gostei bastante ;)






NOTA: 9 / 10   






LIVRO: 
"Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal e Outras Histórias", escrito por Franz Kafka. L&PM POCKET. Tradução: Guilherme da Silva Braga.

sábado, 10 de agosto de 2013

CONTO POR CONTO #2: "Uma Pequena Mulher" (Franz Kafka)

http://www.lpm-editores.com.br/v3/Imagens/um_artista_da_fome.jpgNão é nada incomum que alguns textos ou romances mais metafóricos/filosóficos tendem a ser lidos e relidos ou interpretados e debatidos para que nós, leitores, possamos entender realmente o que aquelas palavras tentam nos dizer.


Quando peguei Kafka, já esperava que esses episódios poderiam acontecer. Ao que parece, estava certo: os dois contos que li até agora me exigiram reflexão mais demorada e leitura mais cautelosa, coisas que me lembraram as leituras de "Crime e Castigo" (Dostoiévski) e "A Outra Volta do Parafuso" (Henry James). [o que não significa que não tenham sido boas, bem pelo contrário, aliás]


Enfim, "Uma Pequena Mulher" é basicamente uma narrativa em primeira pessoa, na qual o narrador descreve (e como descreve) a relação conturbada dele com uma... bom, com uma "mulher pequena".


O negócio é o seguinte: ela odeia ele. Toda vez que o vê ou interage com ele, ela simplesmente dá um freak-out. Xinga, emburra, espuma pela boca, morde a canela dele... tá, talvez não esses dois últimos, mas com certeza ela não gostava do cara e não havia nenhum motivo aparente para isso.


Ele tentava se afastar e ela ficava mais ensandecida ainda. Dá a impressão que ela "busca" se irritar e ele não sabe como reagir. Na verdade, até se ele cometesse suicídio ela iria ter um treco e sairia espumando por aí.


A situação é uma rua sem saída. E assim continua durante anos.


Realmente, a história é exatamente essa descrição toda. E, como disse, tive que reler algumas partes...


Bom, sinceramente, não sei se entendi exatamente a "moral" do negócio (se é que há uma). O que pude perceber mais é que talvez seja um retrato daqueles casos de amor-ódio, na qual a "pequena mulher" por algum motivo não consegue suportar o sentimento que tem pelo narrador e converte isso para o extremo oposto... ("retrato" = "Dublinenses" feelings...)


Ou, sei lá, talvez não tenha entendido mesmo...

Bom, acho que sempre dá para pensar um pouco ao menos...





NOTA: 7 / 10






LIVRO: 
"Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal e Outras Histórias", escrito por Franz Kafka. L&PM POCKET. Tradução: Guilherme da Silva Braga.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

CONTO POR CONTO #2: "Primeira Dor" (Franz Kafka)

http://www.lpm-editores.com.br/v3/Imagens/um_artista_da_fome.jpgComo você, leitor, pode constatar pelo título do post, estou começando mais um CONTO POR CONTO. Dessa vez, tratando de um autor clássico que até hoje é bem discutido nos círculos literários por aí.


Sim, estarei tendo a minha primeira experiência de leitura da obra de Franz Kafka, começando por "Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal e Outras Histórias". (podia ser mais resumido esse título, né?)


Bom, a primeira história do livro se chama - como você pode ver também no título do post - "Primeira Dor". (Link para o texto na íntegra)


Trata-se de uma fábula bem curtinha e objetiva sobre um trapezista que, em certo ponto de sua vida artística, decidiu literalmente viver lá em cima, no seu local de trabalho, o trapézio.


Por ser muito talentoso e precioso para a companhia da qual participava, os empresários o deixaram levar esse estilo de vida, sendo abastecido com tudo que precisava através de vasos que eram lhe enviados pelos empregados lá de baixo. Ele mantinha pouquíssimo contato com outras pessoas e passava os dias e os espetáculos inteiros lá em seu refúgio.

http://www.czech.tv/images/Cities-Prague-Attractions-Franz%20Kafka-1.jpg
Franz Kafka (1883 - 1924)

Obviamente, ele tinha que descer para as viagens para o próximo destino do espetáculo. Entretanto, até nisso ele tinha regalias que eram concedidas pelo empresário.



A parte realmente interessante da fábula é perceber que o trapezista ficou tão imerso naquele mundo solitário e cheio de regalias a um ponto em que ele, nas viagens de trem, deitava na rede do compartimento de bagagens como uma forma de não se afastar da sua realidade. Ele adaptou sua existência a um estilo de vida completamente inconvencional e obsessivo quanto a sua profissão.



Durante uma dessas viagens, o trapezista diz que quer agora mais um trapézio, precisa de dois deles. O empresário concorda e tudo parece certo. 

Mas o trapezista, deitado na rede das bagagens, começa a chorar compulsivamente porque não entendia como havia vivido até aquele dia com apenas "uma única barra em mãos".  O empresário o acalma e ele dorme.


É legal que você termina de ler e acha necessário refletir mais um pouco sobre tudo aquilo. Essa coisa de entender o real significado do que foi lido, como algo metafórico/filosófico, sempre me interessou.

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Então, aí vai MINHA interpretação:

Como já disse, o trapezista apegou-se ao "mundo do trapézio", isolando-se quase completamente dos demais e nutrindo uma certa superioridade ao criar uma necessidade nos empresários e, por isso, recebendo regalias. Sua realidade e sua subjetividade foram tomadas pelo trapézio.

Entretanto, depois de um tempo, ele começa a sentir sua realidade opaca, escassa, insuficiente. A "primeira dor" do trapezista foi basicamente ver que sua vida não estaria inteiramente completa

Porém, ao invés do "mais esperado" acontecer - ou seja, descer do trapézio e procurar o que faltava no restante do mundo - ele decide que o necessário mesmo era outro trapézio.

De certa forma, sua vida tornou-se tão obsessivamente centrada ali naquele aparelho que ele projeta a falta que está sentindo na figura de algo já conhecido (outro trapézio). Isso mostraria (de uma forma bem extrema, eu diria) como nossa subjetividade pode moldar nossas necessidades.

E, como no fim o empresário aponta, será que essa "falta" do trapezista não apareceria novamente? Não evoluiria? E se um dia mais um trapézio não der conta do recado?






NOTA: 8,5 / 10 


LIVRO: 
"Um Artista da Fome seguido de Na Colônia Penal e Outras Histórias", escrito por Franz Kafka. L&PM POCKET. Tradução: Guilherme da Silva Braga.