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domingo, 16 de março de 2014

CONTO POR CONTO #4: "Casa de Força", "En la Noche" e "Sol e Sombra" (Ray Bradbury)

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Casa de Força (1948)

Um casal (creio que de uns 50 anos cada um) vai à cavalo para tomar um trem e ir visitar o leito final da mãe da esposa. O problema é que eles precisam parar em uma estação elétrica, uma "casa de força", para descansar e passar a noite.
Lá, em seu sofrimento, a esposa fica refletindo sobre sua vida e acaba tendo uma certa epifania, que, aparentemente, mudaria a sua perspectiva pelo resto da vida.


Tirando a descrição da "epifania" (misturada com os processos das máquinas de energia elétrica), é uma história que não me cativou. Não sei, são poucos os atrativos e a ideia pareceu mais um manifesto religioso do que qualquer outra coisa... enfim... NOTA: 6 / 10   




sexta-feira, 7 de março de 2014

CONTO POR CONTO #4: "O Grande Jogo...", "Um Som de Trovão" e "O Vasto Mundo Lá Fora" (Ray Bradbury)

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O Grande Jogo entre Brancos e Negros (1945)


Essa foi uma história interessante, pois, ao mesmo tempo que seu conteúdo é bastante revoltante, a forma como as coisas são expostas é de uma delicadeza realmente cativante. 

A ideia é bem simples, o título autoexplicativo: durante as férias de verão, é organizado um jogo de baseball entre os hóspedes brancos de um hotel e os empregados negros. Por incrível que pareça, as coisas estavam até bem tranquilas antes do início do jogo (pelo menos para os padrões de 1945). 

No entanto, tudo começa a piorar, indo para o destino inevitável do preconceito, mostrando como um ciclo de ódio pode facilmente se formar. NOTA: 7 / 10



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CONTO POR CONTO #4: "O Papagaio...", "Até Nunca Mais Ver" e "O Bordado" (Ray Bradbury)

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O Papagaio de Papel Dourado, o Vento Prateado (1953)


Pela segunda vez nessa coletânea, uma história com toques infantis e ambientada na Antiga China (“A Máquina de Voar” era a outra). Dessa vez, é narrada a relação conturbada entre duas cidades vizinhas e, estranhamente, o formato de suas muralhas.

É bem simples, de fato, e acaba tendo uma espécie de lição de moral no final: a competição cega pode ser muito mais prejudicial do que a cooperação, conquistada depois de ambos os lados deixarem o orgulho de lado. NOTA: 6 / 10




Até Nunca Mais Ver (1947)


Uma coisa que eu gostei nos contos de Ray Bradbury é que ele pega situações aparentemente prosaicas e transforma em uma bela e simples história curta. Esse é o caso.

Falando sobre a injustiça que muitas vezes existe na deportação de imigrantes ilegais e, ao mesmo tempo, da tristeza presente em despedidas, é um conto bonito, apesar da simplicidade. NOTA: 6,5 / 10



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CONTO POR CONTO #4: "O Menino Invisível", "A Máquina de Voar" e "O Assassino" (Ray Bradbury)

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Com o ritmo um pouco mais lento nessas férias e, admito, uma certa preguiça considerável tomando controle do corpo deste que vos fala (ou escreve), o CONTO POR CONTO deve continuar...


Dessa vez, no entanto, de uma maneira mais simples e dinâmica, com alguns comentários sobre o sexto, sétimo e oitavo conto da coletânea "Os Frutos Dourados do Sol", de Ray Bradbury.






O Menino Invisível:

Um conto bem curto, simples e com uma temática e narrativa bem puxadas para a Literatura Infantil. Publicado em 1945, fala sobre a relação de um menino com uma feiticeira. Quando o menino fica sozinho em casa, ele fica junto à feiticeira.


O problema é que ela agora quer que ele sempre fique com ela, fazendo companhia. Para isso, ela tenta convencê-lo, jogando um feitiço que permite a ele ficar invisível. Mas é óbvio que problemas surgirão...


É uma história bem Sessão da Tarde, na verdade. Apenas o final (o último parágrafo, de fato) dá um toque um pouco mais emocionante e melancólico a tudo. NOTA: 6,5 / 10



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

CONTO POR CONTO #4: "As Frutas no Fundo da Fruteira" (Ray Bradbury)

http://fantasticocenario.files.wordpress.com/2011/12/s_mlb_v_o_f_78555557_3344.jpgDiferentemente das outras histórias de Ray Bradbury já resenhadas aqui nesse blog CONTO POR CONTO POR #4, esta curta narrativa não se adequa na categoria de "fantasia", tampouco na de "ficção científica", a especialidade do autor.      


"As Frutas no Fundo da Fruteira", curiosamente, fala sobre um assassinato. Mas não, não é uma história de suspense, nem de detetives e investigações policiais. Na realidade, o protagonista acabara de matar alguém.      


William Acton, um escritor e aparentemente um cidadão comum, há alguns instantes, terminara de estrangular Donald Huxley, na própria casa de Huxley.      


O problema é que Acton, como "bom cidadão" que é, percebe a borrada que fez e se vê impelido a apagar todas as provas que possam existir contra a sua pessoa. Para isso, é claro, ele começa a limpar tudo que ele possa ter tocado na casa de Huxley, a fim de eliminar qualquer impressão digital.      

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

CONTO POR CONTO #4: "Os Peregrinos" (Ray Bradbury)

http://fantasticocenario.files.wordpress.com/2011/12/s_mlb_v_o_f_78555557_3344.jpgJogo rápido.


É sempre interessante ver quais as "previsões" dos autores de ficção científica sobre as tecnologias do futuro.


Principalmente se esse "futuro" já faz parte do passado.


Enfim, o fato é que "Os Peregrinos" faz alusão ao longínquo ano de 2003 (o conto foi publicado em 1952).


E do que se trata? Sobre a colonização de Marte. Chega a ser meio risório agora, né? Mas, de qualquer forma, essa era a visão do Bradbury na metade do século XX...


Na verdade estou sendo injusto. A história é bem mais profunda que isso. 


A ficção científica acaba sendo apenas um pano de fundo nessa história toda: o foco é nas personagens principais Janice e Leonora, irmãs que planejam se mudar para Marte.


Isso porque o amado de Janice está há um tempo lá no planeta vermelho e 
ambos não querem continuar com a saudade nas suas vidas.


Enfim, é um conto bem escrito, bastante poético e mostra de forma delicada a
relação dos personagens em uma situação tão impactante que é dizer adeus
ao seu próprio planeta.


É bem curtinho e bom. 


(só não vá esperando uma história com homenzinhos verdes com cabeças 
enormes)










NOTA: 7,5 / 10









LIVRO: 
"Os Frutos Dourados do Sol". Francisco Alves. Traduzido por: Sergio Flaksman.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

CONTO POR CONTO #4: "A Bruxa de Abril" (Ray Bradbury)

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A história em si é sobre uma jovem "Bruxa de Abril" de 17 anos e que deseja por se apaixonar.



Uma Bruxa de Abril, pelo que eu entendi, é uma "espécie" de bruxa que atinge sua plenitude de poderes no início da primavera, o que corresponde no hemisfério norte ao mês Abril, obviamente.


O conceito desse tipo de bruxa é bem interessante, ao meu ver: ela consegue "libertar" sua consciência do corpo e vagar pelas paisagens e, de certa forma, possuir plantas, animais e humanos.


Em determinado momento, até uma gota d' água é "possuída".


Mas enfim, o problema é que Cecy (a jovem bruxa) não pode se relacionar romanticamente com um reles mortal, pois isso impediria que seus poderes fossem perpetuados na próxima geração.


Por isso, para ter pelo menos uma experiência, ela possui uma menina de 19 anos, chamada Ann, que é convidada a ir para um baile naquela noite.


A coisa complica quando Cecy realmente começa a gostar de Tom (o rapaz que convidou Ann) e piora quando ela descobre que Ann na verdade odeia o rapaz.


Ah, claro, Ann começa a ter consciência de estar possuída e vai fazer de tudo para impedir Cecy.

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É um conto muito bonito no que se refere ao fator de descrição e ambientação de personagens. 


A escrita de Bradbury está especialmente floreada nessa narrativa e dá um toque realmente "primaveral" à leitura.


O conceito por trás das Bruxas é muito interessante e demonstra o porquê de "Os Frutos Dourados do Sol" ser considerada uma coletânea tanto de ficção científica quanto de fantasia.
Parece uma imagem bem genérica,
mas não tá fácil pra ninguém


Só me incomodou bastante a incessante luta pela consciência de Ann. Tipo, é uma ideia legal, mas fica um pouco cansativa no momento em que se baseia apenas no "proto-romance" da história.


Isso deu um meio sessãodatardiano, na minha opinião.


O final, no entanto, gostei bastante, pois achei honesto. (coisa que muitas vezes não acontece na Sessão da Tarde)



É um conto legal, mas...   








NOTA: 7,5 / 10








LIVRO: 
"Os Frutos Dourados do Sol". Francisco Alves. Traduzido por: Sergio Flaksman.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CONTO POR CONTO #4: "O Pedestre" (Ray Bradbury)

http://fantasticocenario.files.wordpress.com/2011/12/s_mlb_v_o_f_78555557_3344.jpgJogo rápido:


Imagina se você vivesse em um futuro onde ninguém mais caminhava na rua? Não existisse mais pedestres?


A premissa de "O Pedestre" é basicamente essa. Em 2053, a rotina de todos é apenas ficar em casa assistindo às suas fantásticas e enormes televisões e sair de carro para ir a seus respectivos empregos. 


A única pessoa que realmente caminha nessa realidade é um velho escritor chamado Leonard Mead. Há 10 anos ele caminha sozinho pelas calçadas escuras da cidade.  


Inclusive, esse futuro distópico é muito semelhante à realidade exposta no romance clássico do Bradbury, o excepcional "Fahrenheit 451". O próprio autor já assumiu que esse conto é basicamente o início desse romance.


https://teacher.ocps.net/anita.tezanos-mishler/TrippMartin/media/pedestrian.jpg
The Pedestrian (1951)
Bom, não dá pra falar muito mais. O conto tem 5 páginas, então...


Mas é interessante. Quer dizer, maiomeno. A premissa é realmente legal e dá uma ideia (pra quem ainda não leu) ou uma relembrada (pra quem já leu) na história de "Fahrenheit".


O problema é que é realmente simples. Quer dizer, realmente-realmente bem simples. Até dá uma certa frustração.


Enfim...








NOTA: 7 / 10









LIVRO: 
"Os Frutos Dourados do Sol". Francisco Alves. Traduzido por: Sergio Flaksman.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CONTO POR CONTO #4: "A Sirene do Nevoeiro" (Ray Bradbury)

http://fantasticocenario.files.wordpress.com/2011/12/s_mlb_v_o_f_78555557_3344.jpgNada mais justo que começar esse novo CONTO POR CONTO relembrando (ou simplesmente introduzindo) quem é o autor Ray Bradbury. 


Ele é considerado, até hoje, ao lado de outros nomes como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, como um dos maiores escritores de ficção científica da história. Como se isso não bastasse, ele ainda foi o autor de um dos maiores clássicos da literatura distópica, "Fahrenheit 451".


Interessante ressaltar, no entanto, que nessa edição mais antiguinha que tenho em mãos é comentado na orelha do livro, pelo próprio editor suponho, que nem sempre suas histórias são ficção científica, pois apesar de apresentar elementos característicos (temas futuristas, alienígenas, tecnologias avançadas, etc), o foco está muito mais no homem (ou mulher) em si, deslizando muitas vezes para um realismo fantástico ou uma história de fantasia.  
 

Mas eu acho que isso já serve por enquanto, certo?


Bom, nem preciso dizer que espero ótimas experiências com essa coletânea (ainda mais porque ela possui 22 histórias)!


E não pude deixar de ficar mais empolgado ainda depois de ler esse primeiro conto.