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sábado, 12 de abril de 2014

Dor de Cabeça, Coisas Necessárias e "Azul é a Cor mais Quente"


DOR DE CABEÇA


A situação do blog resume-se ao fato de que o último post foi publicado há praticamente um mês atrás. Mas sim, eu tenho algumas desculpas: 


fiquei extremamente irritado quando meu blog, que já não era e nem nunca foi um primor em termos de design e complexidade estética, foi esculhambado pelo Blogger sem nenhum motivo aparente, tornando a dinâmica de páginas anexas e banner simplesmente patéticas. 


também nunca tive muita paciência para questões técnicas desse blog: fiz algumas coisinhas ou outras, mas tudo com um gosto amargo na boca, apenas uma breve vontade me guiando.


e também passei por duas semanas das mais FDPs possíveis, com dor de cabeça constante se revezando com dores de garganta. Porra, mas nem que eu quisesse eu poderia ler muito, tampouco postar em um blog recentemente esmerdalhado pela aleatoriedade da Providência Bloggeriana.





COISAS NECESSÁRIAS

http://images.indiebound.com/815/172/9780451172815.jpg
Needful Things (1991)

Como consequência a essas semanas de mal-estar, minha principal leitura ficou bastante prejudicada. 


No caso, "Needful Things" (traduzido como "Trocas Macabras" no Brasil), do Stephen King, sofreu com uma inconstância no ritmo da minha leitura e, assim, estou há praticamente um mês lendo e ainda na página 462, sendo que o livro tem 730 e poucas.  


Por ser um livro em inglês, a coisa já era esperada pra ser um pouco mais demorada, mas não tanto. Acaba que o meu foco nesse livro contribuiu para a escassez de posts também.


De qualquer forma: tá realmente muito bom, apesar de umas poucas partes onde o ritmo se quebra, ficando um pouco arrastado.





"AZUL É A COR MAIS QUENTE"


http://images.livrariasaraiva.com.br/imagem/imagem.dll?pro_id=6346049&L=700&qld=100&A=-1&PIM_Id=
Le Bleu est un Couleur Chaude (2010)
Devo dizer que acabei de ler a dita cuja graphic novel, fui ver o filme e me espantei ao constatar as "míseras" 3 horas de duração. Enfim, deixei a adaptação pra depois...


Mas, cara, que HQ boa.


Fala sobre a orientação e diversidade sexual de uma forma completamente honesta, justa e sem se apegar a estereótipos. Na verdade, existe um momento em que um estereótipo é apresentado de forma berrante e, logo em seguida, vira alvo de piada de uma das protagonistas.


O romance lésbico não é apelativo, não há apenas o preto e o branco, os conflitos são bem explorados e a arte eu achei simples, mas bonita e eficaz.


Apenas diria que uma parte da história (SPOILER: as poucas páginas que representam a passagem de tempo na época em que Clementine e Emma começam a morar juntas) talvez tenha sido exposta de forma um pouco "corrida", perdendo um pouco a sutileza presente em grande parte da obra.


Mas isso não chega nem perto de tirar o crédito.


Enfim, recomendo. ;)    






segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

POUCAS LINHAS: "Asterios Polyp" (David Mazzucchelli)

Título: "Asterios Polyp"
Título Original: "Asterios Polyp"
Autor: David Mazzucchelli (EUA)
Ano de Publicação: 2009
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2012
Quando foi lido: 01/02/2014 - 02/02/2014
Editora: Quadrinhos na Cia.
Tradução: Daniel Pellizzari
Arte da Capa: David Mazzucchelli
Número de Páginas: 344



[SEM SPOILERS]






Não tenho muita coisa a dizer sobre essa graphic novel, publicada em 2009 e vencedora de prêmios do mundo dos quadrinhos.



No entanto, “Asterios Polyp” transcende a ideia de meros quadros para contar a história. Cada página é praticamente uma composição. Tal composição que muitas vezes mescla diversos tipos de traços diferentes.



As cores são poucas, mas bem medidas, dando  uma singularidade para a arte.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

POUCAS LINHAS: "V de Vingança" (Alan Moore e David Lloyd)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiH0FmOEhEqFogP-Zm2vMIOfB2wOzG0oPzwMizQxwZDwfmS-fDwmpkTwDurfBsH4kq2Ed_l7S-7tmd-WAZPa7Kdsh6CSWWwWE31keKMOMRn6UgwBMKstsOWxRbQfibgXWHtLaGjxRs1UwY/s1600/vdevinganca_2012.jpgTítulo: "V de Vingança"
Título Original: "V for Vendetta"
Autor: Alan Moore e David Lloyd (ING) 
Ano de Publicação: 1982 - 1989
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2012
Quando foi lido: 17/01/2014 - 21/01/2014
Editora: Vertigo Panini Books
Tradução: Helcio de Carvalho e Levi Trindade
Arte da Capa: David Lloyd
Número de Páginas: 289


[SEM SPOILERS]







Os futuros ditópicos não são novidade para ninguém hoje em dia, principalmente no que consta à literatura, cinema, quadrinhos e etc. Então qual seria o diferencial de uma HQ concluída há quase 30 anos atrás?


A distopia em "V de Vingança" não tem seus alicerces em uma tecnologia extremamente avançada. De fato, os aparatos tecnológicos ali presentes não são muito distintos dos que estavam realmente disponíveis na época.


O Estado é totalitário, claro, vigiando tudo e a todos, caçando minorias e instaurando muito mais medo do que respeito em sua população. No entanto, a história consegue se focar também nas relações interpessoais de personagens que, no primeiro momento, possam parecer apenas coadjuvantes.


O Sistema ainda está lá, gerenciando tudo. Mas as pessoas ainda vivem, pensam e têm seus próprios conflitos.


É realmente muito cativante no final das contas.


Ah, e isso que nem comentei do enigmático anti-herói, V. Baseado em pressupostos anarquistas e munido de citações literárias e da cultura pop, ele é incrivelmente envolvente. Mesmo você podendo não concordar com seu discurso ou seus atos em alguns momentos, é muito difícil não pensar nas palavras que esse ser enigmático profere.


O roteiro da história é muito bom, com a narrativa variando diversas vezes de personagens e até para um narrador oculto de vez em quando. Alan Moore consegue realmente mostrar seu peso nessa graphic novel.


A arte de David Lloyd é interessante. No início até estranhei um pouco, mas aos poucos consegui me acostumar e perceber alguns detalhes em seu estilo que acabei admirando bastante.


É uma obra excelente, na minha opinião. 

Se fosse para destacar um ponto específico eu diria o Tomo Dois: "Este Vil Cabaré", que achei incrível.

Quanto ao filme (impossível não falar sobre), ainda acho que é uma adaptação justa e boa. Apesar de não ter tantas nuances e nem todos personagens, continua sendo um bom filme e uma boa representação da história.

(mas a graphic novel é melhor)





http://www.mtv.com/movies/photos/v/vendetta_comic_flip_060310/010.jpg


 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyfo5CduZUa4asN29v0pjfBqQW4FIi21aH5pISqvi2Iw1iVPNduKtGqV0uvO8a9NBIT5PtNyv4N1CYRL0GNy-mD1Su_Q_hEKOCyNk2zdD1SFfc1AELVBMqTR9UiRNkV0Tl7mvsS9Rtoso/s1600/v+for+vendetta_comic_04.jpg



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiljLdfSOwlJa7GyJBYXNq86NKWjIOwh3Glkq_gNF3y6lMK2qm8wYkOOIViuePUS1_nbTSSjbgq8uv2a2EMEy5MrcFnANHd2Pa-wSd_kTs4ws-4gYo7n8brkSeDVI34VD5KYzyL55IKpD8/s1600/v+for+vendetta_comic_03.jpg







LIVRO:
V de Vingança, escrito por Alan Moore e David Lloyd. Vertigo. Tradução: Helcio de Carvalho e Levi Trindade.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

POUCAS LINHAS: "MAUS" (Art Spielgeman)

http://rizzenhas.com/wp-content/uploads/2011/03/maus.jpgTítulo: "MAUS"
Título Original: "Maus, a Survivor's Tale"
Autor: Art Spiegelman (EUA) 
Ano de Publicação: 1978-1991
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2013
Quando foi lido: 21/12/2013 - 23/12/2013
Editora: Quadrinhos na Cia (Companhia das Letras)
Tradução: Antonio de Macedo Soares
Arte da Capa: Art Spielgeman e Louise Fili
Número de Páginas: 296



[SEM SPOILERS]







Em "MAUS", Art Spielgeman traz à tona um dos episódios mais deploráveis e assustadores da História: a perseguição do povo judeu e o holocausto na Segunda Guerra Mundial. 


No entanto, ele faz isso a partir do relato verídico de seu pai Vladek, um dos sobreviventes dos campos de concentração, e utilizando um artifício que dá um tom maior de originalidade à obra: os personagens judeus são retratados como ratos, os alemães como gatos, os americanos como cães e os poloneses como porcos.