quinta-feira, 5 de junho de 2014

originais descompromissados: O Caos segundo Ele Mesmo (Parte 1)

Esse post está sob a tag de "Originais Descompromissados". Não é por acaso que o nome seja esse: é um texto/história original, que eu escrevi, e que não vejo como algo realmente grandioso... escrevi muito mais pelo fato de ter dado vontade e nada mais.


Apesar de ser um "original descompromissado", agradeço se você gastar um pouquinho do seu tempo com isso e, se possível, expressar sua opinião e suas críticas, que sejam positivas ou negativas. ;)




O CAOS SEGUNDO ELE MESMO


"As janelas o encaravam durante sua caminhada lenta e arrastada pela noite, como grandes olhos quadrados e amarelos. Por toda a extensão da sombria rua, as casas examinavam de forma indiferente, enquanto as janelas dos edifícios assemelhavam-se mais do que nunca a frias sentinelas, suspensas lá no alto, no vazio da escuridão."


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quinta-feira, 22 de maio de 2014

DEVANEIO: "O Estrangeiro" e os entrangeiros


http://www.record.com.br/images/livros/livro_yYS7aE.jpgTítulo: "O Estrangeiro"
Título Original: "L'étranger"
Autor: Albert Camus (Argélia) 
Ano de Publicação: 1942
Ano de Publicação no Brasil (esta edição): 2013
Editora: Record
Tradução: Valerie Rumjanek
Número de Páginas: 126



[Só pra constar, não há spoilers nem nada que comprometa significativamente a leitura]   


 



Não adianta: existem certos livros que parecem gritar, clamar, quase exigir uma nova leitura. Isso parece acontecer em diversos momentos, quer dizer, desde o início, o meio e o fim da primeira experiência por aquelas páginas. 


Pode ser por limitações cognitivas ou pela simples ignorância e falta de experiência, talvez, com literatura mais profunda, mas quase sempre que termino um livro com conotação mais filosófica (ou cheio de simbolismos), eu tenho a impressão de que uma nova leitura será inevitável.

sábado, 12 de abril de 2014

Dor de Cabeça, Coisas Necessárias e "Azul é a Cor mais Quente"


DOR DE CABEÇA


A situação do blog resume-se ao fato de que o último post foi publicado há praticamente um mês atrás. Mas sim, eu tenho algumas desculpas: 


fiquei extremamente irritado quando meu blog, que já não era e nem nunca foi um primor em termos de design e complexidade estética, foi esculhambado pelo Blogger sem nenhum motivo aparente, tornando a dinâmica de páginas anexas e banner simplesmente patéticas. 


também nunca tive muita paciência para questões técnicas desse blog: fiz algumas coisinhas ou outras, mas tudo com um gosto amargo na boca, apenas uma breve vontade me guiando.


e também passei por duas semanas das mais FDPs possíveis, com dor de cabeça constante se revezando com dores de garganta. Porra, mas nem que eu quisesse eu poderia ler muito, tampouco postar em um blog recentemente esmerdalhado pela aleatoriedade da Providência Bloggeriana.





COISAS NECESSÁRIAS

http://images.indiebound.com/815/172/9780451172815.jpg
Needful Things (1991)

Como consequência a essas semanas de mal-estar, minha principal leitura ficou bastante prejudicada. 


No caso, "Needful Things" (traduzido como "Trocas Macabras" no Brasil), do Stephen King, sofreu com uma inconstância no ritmo da minha leitura e, assim, estou há praticamente um mês lendo e ainda na página 462, sendo que o livro tem 730 e poucas.  


Por ser um livro em inglês, a coisa já era esperada pra ser um pouco mais demorada, mas não tanto. Acaba que o meu foco nesse livro contribuiu para a escassez de posts também.


De qualquer forma: tá realmente muito bom, apesar de umas poucas partes onde o ritmo se quebra, ficando um pouco arrastado.





"AZUL É A COR MAIS QUENTE"


http://images.livrariasaraiva.com.br/imagem/imagem.dll?pro_id=6346049&L=700&qld=100&A=-1&PIM_Id=
Le Bleu est un Couleur Chaude (2010)
Devo dizer que acabei de ler a dita cuja graphic novel, fui ver o filme e me espantei ao constatar as "míseras" 3 horas de duração. Enfim, deixei a adaptação pra depois...


Mas, cara, que HQ boa.


Fala sobre a orientação e diversidade sexual de uma forma completamente honesta, justa e sem se apegar a estereótipos. Na verdade, existe um momento em que um estereótipo é apresentado de forma berrante e, logo em seguida, vira alvo de piada de uma das protagonistas.


O romance lésbico não é apelativo, não há apenas o preto e o branco, os conflitos são bem explorados e a arte eu achei simples, mas bonita e eficaz.


Apenas diria que uma parte da história (SPOILER: as poucas páginas que representam a passagem de tempo na época em que Clementine e Emma começam a morar juntas) talvez tenha sido exposta de forma um pouco "corrida", perdendo um pouco a sutileza presente em grande parte da obra.


Mas isso não chega nem perto de tirar o crédito.


Enfim, recomendo. ;)    






domingo, 16 de março de 2014

CONTO POR CONTO #4: "Casa de Força", "En la Noche" e "Sol e Sombra" (Ray Bradbury)

http://fantasticocenario.files.wordpress.com/2011/12/s_mlb_v_o_f_78555557_3344.jpg


Casa de Força (1948)

Um casal (creio que de uns 50 anos cada um) vai à cavalo para tomar um trem e ir visitar o leito final da mãe da esposa. O problema é que eles precisam parar em uma estação elétrica, uma "casa de força", para descansar e passar a noite.
Lá, em seu sofrimento, a esposa fica refletindo sobre sua vida e acaba tendo uma certa epifania, que, aparentemente, mudaria a sua perspectiva pelo resto da vida.


Tirando a descrição da "epifania" (misturada com os processos das máquinas de energia elétrica), é uma história que não me cativou. Não sei, são poucos os atrativos e a ideia pareceu mais um manifesto religioso do que qualquer outra coisa... enfim... NOTA: 6 / 10