segunda-feira, 3 de junho de 2013

CONTO POR CONTO#1: "Morte na Sala de Aula" (Walt Whitman)

Walt Whitman (1819-1892) foi um dos maiores poetas americanos de todos os tempos. Na verdade, talvez O Maior. Não sei. O fato é que a obra dele é bem mais conhecida por seus poemas em verso livre do que pelos contos e histórias que escreveu, principalmente "Morte na Sala de Aula", que se mescla com elementos do horror.

Por incrível que possa parecer, eu tive meu primeiro contato com o tio Walt depois de ver um poema, chamado "O me! O life!", em forma de "tirinha", enquanto vagava sem rumo no site gringo de humor, 9gag. Fiquei tão impressionado com aqueles versos que acabei pesquisando mais sobre o autor, mas, pra dizer a verdade, sem me aprofundar muito na sua obra. (Veja a Tirinha: "O me! O life")

Tive contato novamente ainda no Ensino Médio, quando meu professor de filosofia decidiu promover um sarau que acabou não saindo muito certo porque pouquíssimas pessoas na minha turma haviam, de fato, escolhido algum poema ou algo do tipo pra declamar ou compartilhar com o resto.

Foi há apenas poucos meses que acabei comprando o "Folhas de Relva", livro clássico de poemas do tio Walt. Ainda não o li (na verdade nem o tirei do plástico), porque ainda há alguns livros antes dele na minha fila de espera para leitura.


Mas e o conto?

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Walt Whitman (1819-1892)
Primeiro de tudo, é interessante ver que uma narrativa e uma trama simples, quando bem desenvolvidas, podem propiciar uma leitura muito interessante, mesmo com nós, leitores, já sabendo a parte principal da história (convenhamos que "Morte na Sala de Aula" não é um título muito enigmático...).         

Já sabemos o acontecimento principal, mas e aí? O que resta? 

Bom, eu respondo: resta toda intensidade e carga emocional que a história e seus personagens proporcionam, além, é claro, de tudo que está por trás do "fato fatídico".

É em uma história que flui com facilidade que Whitman dá a vida à Lugare, um professor tirano, agressor e torturador de seus pobres e inocentes alunos, que, em sua sede em prover castigos a partir de julgamentos (com ele no papel de júri, juiz e executor), ameaça o pequeno e frágil aluno Tim Barker.

Para evitar spoilers de um narrativa tão curta, só acrescento que é interessante o fato de que Whitman, durante o conto, faz belas e consistentes críticas  ao método "educacional" (condicionamento + medo + violência) que ainda era muito utilizado na época da publicação do conto (1841) e que está representado na figura do detestável Lugare.



NOTA: 8 / 10  



LIVRO:
Contos de Horror do Século XIX (2005), organizado por Alberto Manguel. Companhia das Letras. Tradução: conto traduzido por Hélio Guimarães.  

2 comentários:

  1. Vou tentar procurar esse conto, ainda mais porque adoro tudo que é relacionado a terror (menos a noite é claro) KKK Bela dica essa. Tenha uma ótima semana. Beijos. Sarah.

    Long on Books

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    1. Você também!:D

      Recomendo mesmo e obrigado pelo comentário ;)

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