sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PSEUDO-RESENHA: "Witch & Wizard" (James Patterson & Gabrielle Charbonnet)

Witch and Wizard Cover.jpegTítulo: "Witch & Wizard" [Bruxos e Bruxas] (lido em inglês)
Título Original: "Witch & Wizard"
Autor: James Patterson & Gabrielle Charbonnet (EUA) 
Ano de Publicação: 2009
Quando foi lido: 20/01/2014 - 23/01/2014
Editora: Vision
Arte da Capa: Larry Rostant
Número de Páginas: 282








[Só pra constar, não há spoilers nem nada que comprometa significativamente a leitura, a não ser quando sugerido]





"WITCH & WIZARD"


 
No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós."

[sim, sinopse copiada do Skoob]




 
O LIVRO



O fato de eu ter simplesmente copiado a sinopse do Skoob já dá uma dimensão de quanto eu gostei e do quanto quero falar sobre o livro, certo?


Mas vamos por partes. Primeiro, os pontos que eu considerei levemente positivos dessa obra:


James Patterson
Essa sociedade distópica se assemelha muito à diversas outras já construidas na literatura, verdade. Mas pelo menos, achei razoavelmente bem caracterizada, principalmente pelo fato de existir uma grande veneração pelo líder da bagaça toda ("O Único Que É O Único"). O prólogo do livro, por si só, já é bem impactante.


Além disso, a mitologia criada em torno de diversos mundos/realidades/dimensões existentes foi uma coisa interessante, que realmente acabou chamando minha atenção. Tanto que, na minha opinião, a parte da Shadowland (não sei qual foi a tradução exata) foi a melhor do livro, na minha opinião.


O problema é que é só isso que vi de bom.


De resto:


http://1.bp.blogspot.com/-r7ZXSJYPWYg/Ug1q-ZZEHHI/AAAAAAAAD3M/lURWo6zUAd0/s1600/gabrielle-charbonnet.png
Gabrielle Charbonnet
A narrativa logo se torna extremamente empobrecida, com detalhes bobos sendo observados enquanto outros potencialmente mais interessantes são deixados de lado. Exemplo: a pouquíssima quantidade de informações sobre como era a vida das crianças na loja de departamento Garfunkel's.


Pra quem não sabe, o livro é dividido em capítulos bem curtos e revezando narradores entre os irmãos, Wisty e Whit. No início, temos a impressão que eles são bem diferentes quanto às suas personalidades e tipo físico. Depois de umas 40 páginas, fica até difícil de lembrar quem é que está narrando, de tão genérico que é o desenvolvimento dos dois como personagens. 

De fato, a narrativa chega a parecer um roteiro em algumas partes. Fica parecendo um amontoado de falas e ações.


Os personagens secundários sofreram mais ainda com isso. Foi tão precário o seu desenvolvimento que eles chegam a ser cômicos, escrachados. São todos caricaturas de si mesmos (Matron, o Juíz Unger, Byron Swain, the Visitor, etc).


A narrativa dos gêmeos é permeada de gírias, o que é OK se formos pensar que são adolescentes. Porém, pessoalmente, achei que o excesso de gírias tirou um pouco a tensão de momentos importantes na história.


As referências à cultura pop são presentes, mas perdem seu brilho depois de um tempo.


Os capítulos, novamente, são curtos e, muitas vezes, desnecessariamente curtos. A história se interrompe simplesmente porque o capítulo não deve passar de 4 páginas, parece. 

Assim, o ritmo parece ser prejudicado, principalmente nos capítulos que mudam de narrador, pois, ao invés de trazer uma perspectiva diferenciada, há apenas a repetição de informações...


Além disso, existem incoerências no enredo: Wisty - isso acontece logo no início, não é spoiler - consegue desaparecer apenas pensando que queria fazer isso. Depois, em situações bem mais extremas, ela parece esquecer que talvez fazer isso de novo seria uma boa ideia.


E, por fim, para coroar: as cenas com mais ação (mais para o final do livro) possuem uma quantidade gigantesca de clichês. 

Sério, é inacreditável. 

O livro, ainda por cima, é de 2009. Então, a maior parte daquilo já havia sido consolidado como clichê pelo cinema, TV e literatura.


Narrativa simplória, personagens insossos, ritmo ruim, diálogos cansativos e repetitivos, revoada de clichês...


Preciso falar se gostei ou não?






LIVRO:
Witch & Wizard , escrito por James Patterson & Gabrielle Charbonnet. Vision. 

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